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Profissões, habilidades e formatos de trabalho do futuro

30/04/2021MERCADO DE TRABALHO
Profissões, habilidades e formatos de trabalho do futuro

Desde o início dos tempos, profissões morrem e nascem. As necessidades das sociedades mudam e os recursos tecnológicos avançam com velocidade, e o resultado disso no mercado de trabalho é a transformação das atividades que podem ser feitas e as habilidades profissionais e comportamentais que os trabalhadores precisam desenvolver e aplicar. Mas de uns tempos para cá, o desenvolvimento de tecnologias passou a ser desenfreado. A todo momento, são inventadas formas de automatizar processos, principalmente aqueles que são funções mais mecanizadas ou repetitivas. Mais cedo ou mais tarde, os trabalhos que são facilmente automatizados acabam, mas dão lugar a outras profissões que empregam quem seja capaz de operar esses novos maquinários, realizar manutenções e criar outras tecnologias que façam o mesmo processo. Para dar uma uma perspectiva da velocidade do surgimento de novos trabalhos, um dado bastante alarmante indicado pelo Institute For The Future (IFTF), em 2018, é que provavelmente 85% dos empregos que vão existir em 2030 não existem ainda nos dias de hoje. Confira mais abaixo 21 novas profissões que devem surgir e veja o que vai ser necessário para executá-las.

Mudanças no modo de trabalho

O surgimento e extinção de profissões é uma das certezas sobre o futuro do mercado de trabalho, mas não é a única grande mudança para a qual devemos estar preparados. Com o aumento da expectativa de vida das populações, mudanças nas legislações trabalhistas e reformas previdenciárias e a própria mutação constante do ambiente de trabalho, precisamos encarar que as relações de trabalho como entendemos hoje também devem mudar. As carreiras estáveis, as aposentadorias precoces e até mesmo a garantia de ter uma renda no futuro após uma certa idade devem ser cada vez mais raras. Devemos nos preparar para trabalhar por muitos anos, por isso precisamos de planejamento a longo prazo, investir em qualificação para manter-se competitivo e, bem rapidamente, evoluir nossas capacidades comportamentais, emocionais e de relacionamento. É preciso desenvolver as habilidades que já são exigidas no mercado de trabalho de hoje, mas que no futuro serão ainda mais.

Outro ponto de atenção é com relação a precarização do trabalho e a informalidade. Além de todo o histórico que temos em nosso país, que é um dos que mais realiza o trabalho informal, cerca de 40% em 2019 segundo o IBGE, durante a pandemia estamos tendo uma amostra viva de como esse fenômeno cresce e funciona. Com a emergência da pandemia de Covid-19, suas dimensões ganharam visibilidade, agravando, em especial, a questão da saúde dos trabalhadores. A conta entre a alta do desemprego e a economia abalada resulta em um combate ao desemprego pela via da precarização e informalização. No caso da precarização, que muitas vezes também é estar em um trabalho informal, podemos ver empresas que conseguem baratear seus custos com profissionais, sem a necessidade de incluí-los na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e ainda aumentar seus serviços, comercialização e lucros. E esse é um movimento que não volta. Uma vez “abertos os portões” e em tempos de afrouxamento das proteções trabalhistas, podemos constatar que essa é uma tendência de futuro. Esses são componentes que se destacam na conjuntura pandêmica, inclusive provocando reações dos trabalhadores contra esse processo em manifestações durante a pandemia. Pensando nisso, o alerta é para se preparar para “atacar” áreas e profissões que exigem maior qualificação, pois nestas as chances de precarização são menores, além de dar atenção a esses aspectos, sobretudo, das lutas da classe trabalhadora. Precisamos permanecer atentos ao risco de precarização do trabalho, gritando sempre por direitos que garantam o mínimo aos trabalhadores.

Por outro lado, considerando que os formatos de trabalho flexíveis também trarão benefícios. Do ponto de vista das empresas, o home office por exemplo vai ajudar decisivamente as empresas a reduzirem custos operacionais e aumentar a produtividade. Para as pessoas, os efeitos podem ser o aumento da produtividade e a satisfação profissional. Trabalhadores remotos têm quase o dobro de probabilidade de afirmarem que amam seus trabalhos, quando comparados com outros profissionais do mesmo setor que trabalham em espaços tradicionais. Essa flexibilização também valerá para a quantidade de horas trabalhadas. A jornada de trabalho de 40 horas semanais surgiu na Primeira Revolução Industrial, mas hoje para alguns profissionais o trabalho pode ser realizado a qualquer hora, de qualquer lugar. É uma tendência que mais pessoas também possam ter essa liberdade no futuro e, talvez, tenhamos semanas de trabalho de apenas 4 dias, deixando a querida sexta-feira mais querida ainda.

As hierarquias também tendem a perder força. Apesar de serem importantes, as hierarquias podem burocratizar atividades que cada vez mais precisam de agilidade. No futuro e nas empresas que já estão antenadas a isso, um modelo de organização baseado em auxílio mútuo e confiança será mais utilizado.

Habilidades profissionais para o futuro

Agora, considerando tudo isso, é imprescindível também saber como se aderir a tantas novidades. Como estar preparado para atender às novas demandas e necessidades do mercado, transitar nesses novos ambientes e fugir de trabalhos precarizados e com poucos benefícios? O segredo está no aprendizado. A primeira exigência para qualquer trabalhador é disposição para aprender. Mudanças - de rotina e de profissão - vão se tornar mais comuns para todos nós.

Para se tornar um bom profissional agora e principalmente no futuro, recomendamos entender mais profundamente três temas: o futuro do trabalho, competências profissionais do futuro e o futuro da educação para o trabalho, pois assim é possível pensar em competências que possam servir às profissões de uma forma geral. Logo, é essencial esse aprendizado ser muito focado em habilidades comportamentais, as famosas Soft Skills. Elas dizem respeito às competências subjetivas dos trabalhadores. Quer saber quais e porquê? A Revista da Você S/A fez uma análise de estudos do Fórum Econômico Mundial, Group, Capgemini e Falcone e, com base no cruzamento destas pesquisas, apresentou as que seriam as cinco Soft Skills mais importantes. Veja quais são.

1. Comunicação – É importante ter uma boa comunicação falada e escrita, saber administrar grandes volumes de informação, desenvolver escuta ativa e falas assertivas baseadas em técnicas como storytelling e dominar o inglês.

2. Resolução de Problemas – Tomada de decisão é um dos principais requisitos. Para isso, é necessário desenvolver a capacidade analítica através não só do domínio de técnicas e metodologias diversas mas também da obtenção de bagagem cultural diversificada, exercer a resiliência e ser disciplinado para seguir processos.

3. Atenção a detalhes – Com uma gama tão grande de dados e informações, é importante aprender a diferenciar detalhes relevantes dos inúteis, ser paciente, organizado e manter o foco.

4. Pensamento Digital – É preciso mais do que saber navegar nos sistemas. É necessário ter a tecnologia como ponto de partida para a solução de problemas e aproveitamento de oportunidades.

5. Poder de Adaptação – Já estamos em um mundo cheio de incertezas e complexidade, mas cada vez estaremos mais. Neste mundo é necessário ter rapidez no aprendizado e controle emocional para lidar com tantas mutações e exigências.

Além dessas habilidades, não podemos deixar de citar a criatividade. A fronteira mais dificilmente alcançada pela tecnologia é a criatividade, que propicia as artes, invenções e a criação do futuro que queremos. Por isso essa qualidade vai ser cada vez mais demandada no ambiente de trabalho, mas o bom é que essa qualidade é da natureza do ser humano. Somos criativos na infância e ao longo da vida podemos estimular a criatividade ou acabar com ela. Pensando no futuro, nossa dica é investir no seu potencial criativo. A soma da criatividade com a sensibilidade humana, é algo intrinsecamente nosso. Aproveite enquanto essas são habilidades exclusivas nossas.

21 Profissões do futuro

Talvez você tenha estudado para se qualificar pensando no atual mercado de trabalho e nas profissões que existem hoje. Muitas delas e talvez a sua ainda vão continuar existindo. Mas como falamos antes, vários fatores influenciam na aparição de novas profissões. É possível, com certa assertividade, prever o que está por vir. A empresa de tecnologia e negócios Cognizant produziu um relatório que mostra diversas tendências sobre o futuro do trabalho, entre elas, as previsões para novas profissões e trabalhos que devem ganhar força até 2028.

Saiba quais são as 21 profissões do futuro:

Técnico em saúde informatizada: Responsável por examinar, diagnosticar, administrar e prescrever tratamentos para pacientes com o auxílio da inteligência artificial e de médicos acessíveis remotamente. Para fazer esse trabalho, é preciso ter formação em enfermagem ou similares e ter experiência anterior na área de saúde, além de habilidades interpessoais e capacidade de trabalhar sob pressão e com ferramentas digitais.

Analista de cidades cibernéticas: Profissional deverá trabalhar com informações que incluam dados dos cidadãos e dos recursos dos municípios. Para fazer esse trabalho, é preciso ter qualificações em engenharia digital, conhecimentos sobre circuitos eletrônicos e metodologias de startup enxuta e experiência com impressão 3-D. É preciso saber ler e interpretar dados em analytics.

Diretor de genoma: Profissional vai criar e executar uma estratégia para aumentar o portfólio de produtos que envolvam a ciência da vida. Para fazer esse trabalho, é preciso ter graduação em campo relacionado à genômica (mestrado é uma vantagem). Experiência de pelo menos uma década e habilidades de comunicação, liderança e negociação, além de um perfil analítico, também são necessários.

Gerente de man-machine: Profissional trabalha na colaboração entre homem e a máquina, responsável pela identificação de tarefas, processos, sistemas e experiências que possam ser melhorados com a tecnologia. Para fazer esse trabalho, é preciso ter formação em psicologia ou neurociência e qualificação posterior em ciência da computação, engenharia ou recursos humanos. Além de experiência em áreas relacionadas, como machine learning ou interação entre humanos e robôs. Experiência com UI/UX é um diferencial.

Coach de saúde financeira: O profissional terá a função de um coach, e vai orientar sobre questões financeiras, os melhores investimentos e aplicações. Para fazer esse trabalho, é preciso ter formação em finanças ou negócios, um bom ambiente para trabalhar de maneira remota, experiência com análise de métricas financeiras e conhecimentos sobre a indústria financeira.

Alfaiate digital: Com o avanço crescente do e-commerce, será necessário um profissional que vá até a casa do usuário, pegue suas medidas com um sistema digital e faça os ajustes necessários em suas roupas e sapatos comprados na web. Para fazer esse trabalho, é preciso ter experiência com moda, artes ou design de interiores, estar confortável com tecnologia e ter um bom tino comercial.

Chief Trust Officer: Trabalhará ao lado de equipes internas de finanças e relações públicas. Vai gerenciar e aumentar a presença pública e privada em toda a esfera financeira, e sempre trabalhar com transparência nas finanças de uma organização. Para fazer esse trabalho, é preciso ter anos de experiência relevante (com criptomoedas, blockchain, bolsa de valores), mestrado na área, conhecimentos regulatórios e perfil analítico.

Analista de computação quântica: O profissional atuará na área de machine learning (“aprendizado de máquina”, em inglês), principalmente com a integração com o aspecto quântico. Para fazer esse trabalho é preciso ter um perfil criativo e uma pós-graduação na área, além de anos de experiência com machine learning, computação quântica ou data science.

Sherpa de loja virtual: Sherpas ajudam escaladores a subir montanhas. No futuro, sherpas virtuais vão guiar consumidores pelas lojas virtuais, auxiliando em compras dentro de cenários complexos. Para fazer esse trabalho, é preciso ter experiência com vendas, boas habilidades de comunicação e um bom ambiente de trabalho remoto.

Corretor de dados pessoais: Profissional será responsável por monitorar e comercializar dados pessoais, empresas e governos deixados na internet. Para fazer esse trabalho, é preciso perfil analítico, conhecimento do ambiente regulatório global, saber trabalhar sob pressão.

Curador de memória pessoal: Profissional consultará uma série de públicos específicos, a mídia e fontes históricas para refazer e formular experiências do passado, para reduzir o estresse ou a ansiedade que a perda de memória provoca. Para fazer esse trabalho, é preciso ter perfil criativo e nível excepcional de inteligência emocional, ótimas habilidades de comunicação, empatia, capacidade narrativa e vontade de inovar.

Construtor de realidade aumentada: Ele vai projetar, escrever, criar, calibrar, construir e personalizar viagens em realidade aumentada para as pessoas. Para fazer esse trabalho, é preciso ter perfil criativo, anos de experiência com jogos competitivos multiplayer, familiaridade com tecnologias como Microsoft HoloLens e Facebook Oculus e com metaversos de conteúdo.

Controlador de tráfego autônomo: Gerenciador de tráfego de veículos autônomos e de drones. Para fazer esse trabalho, é preciso ter aptidão para o trabalho é mais importante que qualificações ou experiências anteriores. É preciso ter habilidades de comunicação, tomada de decisão, organização e resolução de problemas. Saber trabalhar sob pressão também é essencial.

Oficial de diversidade: Profissional vai facilitar a rentabilidade e a produtividade de uma organização e, ao mesmo tempo, promoverá um ambiente de inclusão genética, operando de acordo com as leis e guias relacionados à força de trabalho geneticamente aprimorada. Para fazer esse trabalho, é preciso ter grau avançado de estudos em biologia ou genômica, anos de experiência com igualdade genética ou similares. Habilidades interpessoais, de gestão e de comunicação também são essenciais.

Investigador de dados: Assíduo analista de dados, o profissional precisará interpretá-los da melhor maneira possível. Além disso, deve ser curioso, analítico e multitarefa. Para fazer esse trabalho, é preciso saber sobre finanças, matemática e data science, mas ser um cientista de dados não é necessário. Conhecimentos legais são uma vantagem.

Facilitador de TI: Profissional vai gerar flexibilidade para os usuários com o uso de aplicativos e infraestrutura, desenvolvidos dentro da empresa ou em ambientes de nuvem. Ter formação em TI, ciências da computação, engenharia, ciências naturais ou administração de empresas. Para fazer esse trabalho, é preciso ter habilidades de comunicação e liderança também são necessárias.

Gerente de ética: Investiga, acompanha, negocia e faz acordos sobre o fornecimento de produtos e serviços, para garantir o alinhamento nos contratos relacionados a questões éticas de um público estratégico. Para fazer esse trabalho, é preciso ter experiência com ética em ambientes corporativos, habilidades interpessoais e de comunicação, capacidade de trabalhar em grupo. Conhecimentos de negócios, lei, gestão pública ou filosofia são diferenciais.

Gerente de negócio em I.A.: O trabalho será próximo às áreas de vendas, marketing e sócios no segmento de inteligência artificial. Para fazer esse trabalho, é preciso ter experiência com vendas e desenvolvimento de negócios em grandes organizações, além de experiência corporativa com plataformas de IA, machine learning e computação em nuvem.

Especialista em edge computing: A computação em nuvem está gradualmente abrindo caminho para a próxima grande evolução: a edge computing, que desencadeia o potencial de dispositivos de hardware conectados e os descentraliza. Para fazer esse trabalho é preciso ter doutorado na área ou em áreas relacionadas, experiência com segurança e protocolo de internet das coisas (IoT), entre outros assuntos. Capacidade de arquitetar e projetar ambientes de computação em nuvem ou edge computing.

Walker-Talker: O profissional será responsável por passar um tempo com os clientes, e sua principal atividade vai ser prestar atenção no que eles dizem. Para fazer esse trabalho, é preciso ter mobilidade para visitar clientes em casa quando for necessário.

Consultor fitness: Profissional responsável por motivar a atividade física, melhorar a nutrição e fazer com que o indivíduo adote um estilo de vida mais saudável. Para fazer esse trabalho é preciso ter experiência com nutrição ou educação física e credenciais (obtidas em cursos online) em modalidades esportivas como CrossFit ou yoga. Saber lidar com ambientes culturalmente diversos também é necessário.

E aí, curtiu alguma das opções de profissões e está pensando em apostar em uma? Não é má ideia!
Apesar do medo que o futuro causa em alguns profissionais, é possível ver com otimismo o fim do modo industrial de trabalho, que aprisiona corpos e mentes em tarefas burocráticas e repetitivas. Pra quem for possível se preparar, estudar, aprender e aproveitar, pode ser uma boa oportunidade para trabalhar de maneira mais livre e criativa. E o quanto antes você tiver consciência sobre as oportunidades que vão oferecer mais vagas e melhores remunerações, mais você pode se preparar para ter uma carreira sólida no futuro.

Vem saber mais! PODCAST 🎧

#28 Como eu vou trabalhar no futuro?
O que esperar do futuro? Como se preparar para aquilo que ainda não é realidade e para profissões que ainda não existem? Neste Tampapo, Xongani recebe Vanessa Mathias, fundadora da White Rabbit, agência especializada em observar tendências e sinais futuros, e Cristiane Silva Pinto, gerente de marketing e soluções no Google Brasil e fundadora do AfroGooglers, para descobrir o que vai acontecer, considerando que está sendo criado hoje.
Estudos indicam que 15% das carreiras que conhecemos podem desaparecer nos próximos 5 anos e apenas 7% serão criadas neste futuro emergente. Será que a sua profissão é uma delas? Trabalhos voltados para o desenvolvimento de capacidades, cuidado e relacionamento com outras pessoas continuarão sendo fundamentais para a sociedade, porém, as funções manuais e de fácil automatização passarão por um processo de especialização. A evolução do trabalho pode mudar o mercado que conhecemos em questão de meses, assim como a criação de serviços de streaming abalou as locadoras de filmes ao redor do mundo e os apps de caronas mudaram a forma como nos locomovemos. Quer conhecer os sinais do que está por vir e as habilidades que serão indispensáveis para o profissional do futuro? Dê o play no site!

Christiane Silva Pinto

Christiane Silva Pinto | @chocochris
Chris é formada em jornalismo pela Universidade de São Paulo, onde fez estágio em jornalismo e no Museu de Ciências. Ela também foi estagiária da revista Capricho/Abril e, após entrar no Google Brasil e atuar por 6 anos no RH da empresa, hoje gerencia a estratégia de marketing das soluções para Micro e Pequenas Empresas no Brasil. Por lá, comanda projetos como o YouTube Black Brasil, que incentiva criadores negros de conteúdo e serviu de modelo para ações parecidas em outras sedes da empresa pelo mundo e o comitê AfroGooglers, grupo formado voluntariamente por funcionários de diversas áreas (negros e aliados) que tem por objetivo educar e gerar conscientização interna em relação à justiça racial, assim como apoiar e desenvolver os atuais profissionais negros na empresa, além de trabalhar com a comunidade externa visando sua capacitação e crescente representação de profissionais negros no mercado de trabalho. Suas dicas de conteúdos foram:

Treinamentos Google
Treinamentos, mentorias e cursos voltados para carreira, empreendedorismo, autônomos, profissionais informais e muito mais estão disponíveis nas plataformas do Google gratuitamente.

Clóvis Moura | Sociólogo
A dica da Chris é para acompanhar o trabalho desse intelectual. Segundo ela, seus estudos sobre o nosso processo de democratização, político e econômico são importantes para conhecermos o passado e refletir sobre o futuro que queremos.

Vanessa Mathias

Vanessa Mathias | @whiterabbittrends
É consultora de tendências futuras e inovação, mapeando cenários possíveis para a sociedade e empresas. Com 15 anos de experiência em pesquisa de mercado, mídia, imagem de marca e posicionamento em grandes empresas, é especialista em como as pessoas se conectam umas às outras através da tecnologia e o universo digital. É facilitadora profissional; fundadora, editora e escritora da Chicken or Pasta, revista de estilo de vida focada em tendências. É co-fundadora da @whiterabbittrends, uma agência de exploração de tendências e foresight para co-criação de futuros desejáveis. Tem bacharel em ADM pela FEA/USP, pós-graduação em Pesquisa de Tendências pelo Instituto Europeu de Pós-Graduação - IEP e MBM - Master in Business and Management na FGV. Sua dica de conteúdo foi:

Ted Talk: Ken Robinson: Será que as escolas matam a criatividade?
Sir Ken Robinson defende de maneira divertida e profunda a criação de um sistema educacional que estimula (em vez de enfraquecer) a criatividade. O especialista em criatividade desafiou a maneira como educamos nossos filhos, defendendo um repensar radical de como nossos sistemas escolares cultivam a criatividade e reconhecem vários tipos de inteligência.

Ana Paula Xongani: Nossa querida host recomendou 3 episódios do Trampapo que têm tudo a ver com o tema.

#13 Efeitos da pandemia: o novo normal do mercado de trabalho
Quantas vezes você já leu ou ouviu, desde o início da pandemia, que estamos no "novo normal"? Nesses tempos difíceis tivemos que encarar vários transtornos e transformações, e no mercado de trabalho não foi diferente! No episódio de estreia da 2ª temporada do Trampapo, Ana Paula Xongani e Ricardo Morais conversam com Renato Carvalho, Fundador do Movimento Officeless, sobre a adaptação das empresas que adotaram o home office, mudanças nas rotinas do trampo, a empatia de chefe com funcionário e os impactos sociais. E a saúde mental, como fica nisso tudo? Qual é o impacto positivo que a pandemia está trazendo para a diversidade no mercado?

#24 Como ser um profissional de alta performance
O mercado de trabalho mudou rapidamente e as qualidades que as empresas mais valorizam também mudaram. Quais são as características dos profissionais de alta performance, que conseguem promoções e propostas de trabalho com frequência? Neste episódio, Ana Paula Xongani recebe Lisiane Lemos, gerente de desenvolvimento de negócios, advogada, professora de MBA e conselheira; e Priscylla Haddad, gerente de desenvolvimento organizacional, talento e cultura na Coca-Cola FEMSA; que compartilham suas histórias de erros e acertos, dão dicas de como se qualificar gratuitamente e alcançar melhores resultados de forma saudável, sem ultrapassar os limites do corpo e da mente. Elas contam também que estar atento ao que acontece no mundo e aberto para desaprender e aprender é uma regra.

#25 Afrofuturismo e antirracismo no mercado de trabalho
Como será o amanhã? Será que depois de tantas desigualdades raciais, a sociedade vai continuar avançando às custas da desvalorização de certas vidas? Será que no futuro a tecnologia vai ser acessível para todos ou as soluções superinteligentes vão continuar sendo um privilégio de poucos grupos? Será que no futuro a população preta vai estar integrada aos desenvolvimentos científicos, tecnológicos e sociais? E se esse futuro pudesse, desde já, ser pensado também para e pela a comunidade negra? Neste episódio, Ana Paula Xongani e Ricardo Morais recebem o escritor afrofuturista, Ale Santos, e o CEO da Infopreta, Akin Abaz, para debater o atual cenário para pessoas negras no mercado de trabalho e as soluções para torná-lo antirracista a partir das perspectivas afrofuturistas. Quer entender mais sobre esse conceito e saber como podemos transformar o futuro e o presente do mercado de trabalho?

Beijos, da equipe Trampapo <3
Até a próxima!

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