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Efeitos da pandemia: o novo normal do mercado de trabalho
#13

Efeitos da pandemia: o novo normal do mercado de trabalho

MERCADO DE TRABALHOConvidados:

Ana Paula Xongani - influenciadora e apresentadora do programa Se Essa Roupa Fosse Minha - GNT

Ricardo Morais - Gerente Sênior de Marketing da Catho

Renato Carvalho - Sócio fundador e COO da Officeless

Sobre:

Quantas vezes você já leu ou ouviu, desde o início da pandemia, que estamos no "novo normal"? Nesses tempos difíceis tivemos que encarar vários transtornos e transformações, e no mercado de trabalho não foi diferente! No episódio de estreia da 2ª temporada do Trampapo, Ana Paula Xongani e Ricardo Morais conversam com Renato Carvalho, Fundador do Movimento Officeless, sobre como foi a adaptação das empresas que adotaram o home office, mudanças nas rotinas do trampo, a empatia de chefe com funcionário e os impactos sociais. Até porque, muitas pessoas da periferia que não têm acesso à rede ou estrutura adequada em casa, tiveram que se expor ao vírus para colocar comida na mesa. E a saúde mental, como fica nisso tudo? Qual é o impacto positivo que a pandemia está trazendo para a diversidade no mercado? Será que teve um aumento na consciência de "todes" nós? Fica esperto que ainda tem o quadro Manda o Papo e muitas dicas extracurriculares! Não perca tempo, aperte o play e confira agora!

Efeitos da pandemia: o novo normal do mercado de trabalho
Transcrição:

Ana Paula Xongani (Entrevistadora) – Sem precedentes no nosso tempo, ela veio para revirar o mundo e transformar o nosso dia a dia. Munidos de máscara, álcool gel e coragem, tivemos que enfrentar os transtornos de uma pandemia, entre contratempos e tempos insanos, entre perdas de trampos, distanciamento social e redução salarial em 2020 e damos com o chamado novo normal. Inclusive no mercado de trabalho. Mas de fato, o que mudou nesse mercado? Home office? tubu quebrado. Fazer um social com os amigos e colegas? Só se for virtual. Status na quarentena? Tentando manter a saúde mental. E como fica o mercado de trabalho durante e pós pandemia? Vamos descobrir nesse episódio do Trampapo. Se liga!

Olá, eu sou Ana Paula Xongani, sou Empresária, Apresentadora, Criadora nas redes e mãe. E agora quem vai se apresentar?

Ricardo Moraes (Entrevistador) – Olá, pessoal, tudo bem? Eu sou Ricardo Moraes, eu trabalho na Catho, vou acompanhar vocês aqui durante todos esses episódios do Trampapo, para a gente conversar bastante, trocar bastante figurinha.

Ana Paula Xongani (Entrevistadora) – E agora nosso convidado de hoje, Renato, por favor, se apresenta para a gente.

Renato Carvalho (Entrevistado) – Olá, pessoal. Bom dia. Meu nome é Renato Carvalho, eu sou Designer, sou Empreendedor, também Desenvolvedor e hoje sou Empreendedor muito curioso.

Ana Paula Xongani (Entrevistadora) – Muito bem, todo mundo apresentado, então vamos começar o nosso papo de hoje. Hoje a gente vai falar sobre pandemia e eu acho que é um bom início de conversa.

Com a chegada da pandemia, muitas empresas adotaram o modelo de trabalho home office, e por isso, a gente tem esse convidado para dar altas dicas para a gente. Boa parte dessas empresas fez um planejamento rápido pensando na saúde do trabalhador, algumas não, foram super relutantes, mas acabaram cedendo. E, infelizmente, tivemos vários trabalhadores expostos todos os dias porque a empresa não podia ou não queria deixar os seus funcionários trabalharem em casa.

Renato, você empreende nessa área.... Eu fiquei mega curiosa para saber se o seu empreendimento já existia antes da pandemia e continua até hoje, ou se esse empreendimento chegou ao fim. Você organiza as empresas para fazer o trabalho home office com mais qualidade e elas também começaram com o negócio na pandemia? Conta um pouco para a gente.

Renato Carvalho (Entrevistado) – Legal, Xongani! A nossa relação com o trabalho remoto já 12 anos. Já trabalho remotamente há 12 anos. E o Officeless que é esse movimento que a gente criou para ajudar as pessoas e empresas a implementarem o trabalho remoto nas suas equipes também surgiu antes da pandemia.

Tem uns três anos assim que surgiu oficialmente e em forma não oficial já tinha um tempo que a gente vinha falando sobre trabalho remoto. Então acredito que só acelerou mais com a chegada da pandemia.

O que fez a gente criar o Officeless foi o fato de que a gente estava vendo muitas empresas ainda relutando contra uma forma de se trabalhar, mas ela traz muito mais autonomia, propósito e confiança nas relações do trabalho. E a gente via pouco se falar sobre isso. Muita gente contra, nem se abrindo um pouco e quem se abria, às vezes se abria de uma forma que não era tão legal. Era de uma forma que ficava querendo controlar tudo que as pessoas estavam fazendo mesmo trabalhando remotamente.

Então, não era um formato que a gente também botava fé. E aí a gente criou o Officeless justamente para espalhar a mensagem do trabalho remoto da forma que a gente acredita que deva ser.

Ana Paula Xongani (Entrevistadora) – Olha Renato, eu não sei se ele prevê o futuro! Eu não sei o que aconteceu, mas é muito legal saber que essas motivações vieram antes da pandemia, porque traz para a gente elementos diferentes para a pensar nessa realidade de trabalhar home office.

E de fato nesse contexto de pandemia, muitas empresas se organizaram rápido, para que os seus funcionários e lideranças começassem a trabalhar em home office. Como foi na empresa de vocês?

Ricado Morais (Entrevistador) – Engraçado, a gente fez e conhece a Officeless já antes do ano passado. A gente começou um projeto com eles justamente para fazer o que eu chamo de transformação digital de verdade, quando você para com essa história de: não, mas nós temos os últimos computadores, nós temos as últimas tecnologias, nós temos os últimos aplicativos...

Mas eu quero saber que horas você vai no banheiro, que horário, quanto tempo você leva no almoço. Então não dá, não é galera?! Isso aí não é transformação digital.

Ana Paula Xongani (Entrevistadora) – A gente vai falar sobre esses bônus, vamos falar de tudo aqui nesse episódio de hoje. E Renato, a Catho é uma empresa que já estava pelo menos familiarizada, semipreparada para esse movimento. E como foi o susto, não é?! Como foi essa adaptação repentina de outras empresas que nunca cogitou a existência do home office como modelo de trabalho?

Renato Carvalho (Entrevistado) – Um baque, não é?! Foi muito forte para quem nem pensava nisso tudo. A gente até fala que o trabalho remoto ele está tendo dois grandes momentos, tipo: Ac/Dc.. Antes da Covid e Depois da Covid!

E olha que o que aconteceu não foi uma banda! No momento antes da Covid, a galera, as empresas achavam: “pô, legal esse negócio aí do trabalho remoto. Mas não, na minha empresa”. No meu contexto, para vocês funcionam não pode pensas que não, não funciona, não vai funcionar, não tem jeito. Então nem vou tentar, porque aí eu sei que não vai funcionar.

Então tipo, já tinha uma certa negação da grande maioria. Inclusive o nosso maior trabalho no Officeless antes da pandemia, era criar argumentos e mais argumentos. Criar histórias diferentes, formas diferentes de tentar convencer as empresas, os líderes, que era possível fazer o trabalho remoto acontecer. Independente do contexto, na grande maioria dos contextos, é possível.

Ana Paula Xongani (Entrevistadora) - Vocês acham que a pandemia em algum nível, humanizou o patrão? Deixou ele mais sensível, mais atento para as necessidades do empregado.

Ricardo Moraes (Entrevistador) – O que é que você acha Renato, seus clientes estão mais humanos? Como é que está acontecendo agora?

Renato Carvalho (Entrevistado) – Eu acredito que sim, porque todo mundo está passando pela mesma situação. Então acho que todo mundo está sentindo um pouco da mesma dor, apesar de ainda ter uma grande diferença de estrutura.

Muitas pessoas não têm às vezes nenhum quarto exclusivo para poder trabalhar, às vezes não tem uma mesa, uma cadeira boa. Só que a situação de estar todo mundo confinado, no isolamento social, já é uma situação que todo mundo está passando.

E isso acabou despertando um maior interesse do cuidado à saúde física e mental dos colaboradores. As empresas estão olhando mais para isso, por conta desse momento. Um assunto que está surgindo muito, cada vez mais, é o Burnout. É o cansaço do trabalho e o estresse, por isso as empresas estão olhando muito para isso. Todas as que a gente tem falado, elas estão cuidando. Algumas já tinham um cuidado muito grande e agora elas estão aumentando mais ainda.

Ricardo Moraes (Entrevistador) – Eu vejo o seguinte, de fato...

Ana Paula Xongani (Entrevistadora) – Ricardo é patrão! Não é, Ricardo? Ricardo é patrão, é liderança, quero saber.

Ricardo Moraes (Entrevistador) – Eu brinco que eu tenho uma chefe, são mais de 22 pessoas que me cobram. São meus 22 colegas que trabalham na minha equipe, junto comigo e eles podem me cobrar mais.

Acho que é bem o que o Renato falou, não é? Quando a gente começa a olhar bem, no final das contas, todo mundo está no mesmo barco e a empatia existe. E aí tem esse modelo de vida também que é bem diferente, porque você pega, por exemplo...

Eu sou solteiro, então moro numa casa, tal, eu tenho todo um espaço, mas eu tenho dois gatos e meus gatos de vez em quando sobem aqui. Eles fazem maior barulho, bagunça! Já teve reunião que estava meio tenso, o gato sobe no colo, quer carinho, aí todo mundo dá aquele sorrisinho, quebra um gelo.

Mas também tem o inverso, poxa. Tem vez que você está ali e seu filho não está na escola, as crianças estão trancadas em casa. E quem tem filho? Filho é tudo igual, gente! Ela vai gritar, vai brincar, vai pular e vai perguntar bem naquela hora se pode comer mais doce. Não tem isso de não ter empatia!

Na minha percepção, eu acho que sim, de fato, quem é liderança, tem mais pessoas embaixo, se preocupa mais e todo mundo sabe o momento do outro. Mas aquela pessoa que é chata, que é ruim, que gosta de controlar e tudo mais, na pandemia, com essa situação de trabalho remoto, aflora mais isso.

Então assim, ou você vai se adequar a esse novo mundo e vai aprender que você não vai controlar as pessoas, ou você vai ser um líder que vai morrer sozinho.

Renato Carvalho (Entrevistado) – É Ricardo, é isso que você falou, cara! Isso está acontecendo também, tem esse lado que pode despertar e deixar até as outras pessoas mais conscientes que tem outras formas de se trabalhar mais leves.

Só que ainda, o mesmo líder ali que era micro gerenciador dentro do escritório, ele também pode querer fazer isso remotamente. E aí, ele pode ficar olhando a bolinha verde, se a pessoa está on-line ou não. Ele pode ficar querendo controlar as pessoas por meio da videoconferência o tempo inteiro.

Tem muita gente cansada de videoconferência justamente por causa disso, fazem sem necessidade e é só mesmo para ver se a pessoa está ali trabalhando. Isso dá uma sobrecarregada e ninguém aguenta.

Ricardo Moraes (Entrevistador) – Tem o item legal quando a gente começa a falar da liderança, dos colaboradores, sobre como a gente pode se organizar e sobre o momento de cada um. O ponto interessante é: tem ferramenta para isso.

Não é ferramenta de controle, é ferramenta de gestão. Tem a história do síncrono e assíncrono. Síncrono é todo mundo juntinho, e o assíncrono você manda mensagem e a pessoa vai te responder só amanhã.

E daí acho que também as pessoas começaram a ter que entender, não é? Não é porque tem acesso a uma ferramenta, tipo WhatsApp, que é o mal da humanidade.

Agora, se você manda e espera os tiquinhos aparecerem, ai meu Deus! Pensa: não me respondeu, não está on-line... A coisa mais libertadora que eu fiz foi pegar meu celular e tirar todas as notificações. Assim não vai tocar, quando eu posso atender.

Ana Paula Xongani (Entrevistadora) – Você tirou o azulzinho também?

Ricardo Moraes (Entrevistador) – Opa, tudo!

Renato Carvalho (Entrevistado) – Eu também!

Ricardo Morais (Entrevistador) – Quem manda em quem? Sou eu quem manda no celular, não ele em mim.

Ana Paula Xongani (Entrevistadora) - Agora eu queria propor aqui a gente falar do outro lado dessa pandemia, do outro lado desse trabalho à distância. Muitos trabalhadores que vivem sozinhos tinham o trabalho como aquele momento de socializar, de encontrar os seus colegas de trabalho e o isolamento afetou bastante a saúde mental das pessoas.

Na verdade, falar sobre saúde mental nunca foi um tema tão discutido como nessa época. Dizem que a depressão é mal do século, mas eu completaria aqui que a depressão é mal do milênio. E completaria mais: que depressão foi o mal do ano de 2020.

Enquanto isso a preocupação de muitos trabalhadores de classe baixa, é diferente. É expor a sua família, a sua casa ao vírus, por que muitas vezes as pessoas não têm estrutura e tem que dividir esse espaço com muitas outras pessoas, correndo o risco de contaminar a família toda.

Renato Carvalho (Entrevistado) – O mais importante é entender primeiro e tirar um pouco da pressão de que a gente precisa ser perfeito nesse momento que a gente está vivendo. Todo mundo começou a trabalhar de casa agora e já tem que fazer tudo certinho?

A gente percebe no Officeless quando falamos com as pessoas, que elas estão se sentindo sobrecarregadas e elas estão tentando compensar. Tipo: “Ah! Eu tenho que cuidar do meu filho aqui durante um tempo e tudo mais.” E elas estão tentando compensar isso trabalhando até mais tarde e várias coisas desse tipo. Mas aí o mais importante é: desenvolver.

Tentar desenvolver uma rotina de área certinha, pois você tem o tempo para trabalhar, tem o tempo para se cuidar, a hora do almoço, tem a pausa, tem um momento para praticar algum exercício (nem que seja um alongamento) e uma pausa que seja também longe do celular. Esquece o celular por um tempo, porque ele é um dos grandes causadores da ansiedade, do estresse e do Burnout.

Então assim, separar um pouco essas coisas. Um exemplo prático que eu faço é de parar de olhar o celular na cama na hora de dormir. Olha, eu parei de olhar, mas com muito custo. Foi muito difícil, viu! Mas eu entendi que isso estava me prejudicando.

Nas manhãs eu também acordava e já ficava olhando o celular. Eu também parei com isso, e eu vou primeiro cuidar de mim. Então como o Ricardo até tinha comentado, ele desligou as notificações, desligou as coisas e ele assumiu o controle da vida dele.

Temos que assumir o controle da nossa vida, da nossa rotina para não ficar sendo bombardeado. Se a gente deixar, vai ser notificação de rede social, vai ser notificação do trabalho.... Então, ter um pouquinho dessa rotina já vai ajudar bastante.

E aí depois, tipo, ter alguma prática de exercício, ter um momento de foco, organizar o seu dia de trabalho no dia anterior, também ajuda bastante. Tentar desenvolver uma rotina para que a gente consiga render mais no trabalho e não ficar compensando as horas e trabalhando até à noite, senão a nossa vida vai virar só trabalho.

Esse foi um aprendizado que eu tive, e demorei para ter. É por isso que eu falei para o pessoal tirar essa pressão que precisa aprender rapidamente, porque antes, as pessoas eram acostumadas a sair de casa. Vai para o trabalho, aí chega lá, trabalha, aí parou, almoça, depois volta para o trabalho e depois acabou o trabalho.

Quando chega em casa, quando a gente ganha essa liberdade de estar trabalhando de casa, meio que fazendo os nossos horários, a gente também fica um pouco perdido porque a gente nunca trabalhou dessa forma antes. Muita gente está trabalhando assim pela primeira vez e é natural demorar um tempo para se adaptar nesse novo contexto e começar a desenvolver uma rotina. Então essa é a minha primeira dica para o desenvolvimento pessoal como profissional.

Ana Paula Xongani (Entrevistadora) – E já que a gente está falando sobre mudanças e impactos sociais... A gente sabe que o número de mortos pela Covid-19 está concentrado na periférica porque os trabalhadores de lá não podem fazer o isolamento social necessário.

E por diversos motivos, é o lugar onde as pessoas estão menos assistidas, é o lugar onde as casas estão mais cheias, enfim. Muita gente está se arriscando a pegar o vírus, porque é uma escolha muito difícil: pegar o vírus e colocar comida na mesa. Não é uma escolha simples.

Inclusive eu também não estou aqui para fazer uma pergunta muito fácil. Na verdade, acho que o podcast e eu não estamos aqui juntos para não fazer perguntas muito fáceis! E isso é ótimo!

Como que o mercado de trabalho pode ser mais inclusivo e dar mais segurança para o trabalhador que está nessas áreas que mais precisa? Para aqueles que estão nas áreas menos assistidas, nas áreas mais pobres da nossa cidade?

Ricardo Morais (Entrevistador) – Tem um ponto aí nessa escolha. A gente falou: a escolha entre ficar em casa ou ir ao trabalho. Poxa, isso não pode ser escolha. A gente sabe que tem pessoas que isso não é escolha.

É necessário, é mandatório e tem que ir. E aí assim, tem outros casos, por exemplo, um médico. Mas ele tem todo o aparato para poder fazer isso. Ele tem que sair de casa, mas ele vai ter todo aparato de segurança.

E tem ali o trabalhador que é, por exemplo, repositor de loja. Mas aí ele não tem uma segurança no transporte público, ele não vai ter. Ele chega e não necessariamente a empresa dele vai dar todos os equipamentos, os EPIs, que é o equipamento de proteção individual para ele conseguir trabalhar.

Eu acho que quando a gente começa a olhar sobre a questão da proteção, tem vários caminhos. Tem uma questão do poder público, mesmo, de garantir o auxílio para que essas pessoas então possam ter a rentabilidade. O governo manter o auxílio aos pequenos negócios, que é quem mais emprega no país para que não tenha que puxar esse trabalhador de novo para dentro da estrutura dele.

Você viu que a gente está falando bastante de governo, não é?! O governo poderia ajudar bastante. E por outro lado, o próprio dono do negócio poderia olhar para essa situação. Será que ele precisa mesmo de todos os funcionários ali? Será que ele não consegue se redesenhar e ter essa troca? Então, poxa, é um funcionário e não todos.

Eu vi muita empresa pequena que conseguiu fazer isso. Eles contaram: “olha, tenho funcionários que são mais velhas, eles precisam ficar em casa e os mais novos conseguem vir. Vou dar um equipamento a mais de segurança”. Acho que essa questão da inclusão, ela ficou muito clara também nesse momento da pandemia, porque mostrou para muita gente quem realmente acorda de manhã.

Quando você está reclamando do seu dia, na verdade, já existe alguém que acordou às 5h, 4h da manhã e foi comer seu pãozinho lá na padaria. Todo mundo começou a entender mais essas pessoas. O entregador ali do delivery, que chega na sua porta e faz a gente pensar: “poxa, o cara está aqui, veio trazer uma pizza e eu estou no conforto do meu lar”.

Ninguém se tocava quem eram essas pessoas, eles eram uma população de trabalhador invisível e agora são muito visíveis, e se tornaram essenciais. Acho que tem toda uma conscientização que precisa acontecer, mas também tem que ter um amparo do poder público em garantir que tudo isso aconteça da melhor forma. Somente a sociedade e os empregadores não conseguem ter essa organização. O governo devia estar aí para dar esse suporte para os dois lados, para as duas pontas.

Ana Paula Xongani (Entrevistadora) – Concordo. E com a diminuição da curva de contágio, várias empresas parecem estar deixando as casas e voltando aos escritórios. E aí a pergunta de sempre, de todos os dias: isso é prudente agora? Já é o momento? Alguém tem a resposta?

Renato Carvalho (Entrevistador) – Eu acredito que ainda não é prudente voltar. Deveria voltar somente quem efetivamente precisa e com o máximo de segurança. Até por que não é só uma questão de você ser o dono do restaurante, extremamente consciente, coloca todos os equipamentos e não trazer somente as pessoas adequadas para trabalhar. Trazer aquele volume certinho, deixar só 20% ou 30% dentro do seu ambiente.

Mas a população em si, está andando por aí como se não tivesse nada e não quer usar máscara. Eu tive o caso de pessoas que tentaram agredir funcionário que pediu para colocar a máscara. Então a gente está numa sociedade meio conturbada, onde o direito de um parece que está virando obrigação dos próximos e não pode ser isso.

Então temos que ter empatia. Aquela moça que está trabalhando ali e ela está colocando a vida dela em risco, a vida dos familiares em risco para ter que trabalhar. Você como consumidor... E de novo, eu vou bater na tecla do cliente: chega lá, tenha empatia por ela, toma um pouco mais de cuidado, segue as regras do lugar.

Renato Carvalho (Entrevistado) – Eu também acho que ainda não é o momento assim de estar voltando para os escritórios, principalmente se realmente existe essa condição de que as pessoas possam trabalhar de casa.

A minha irmã trabalha em um local onde ela tem 100% das condições de trabalhar da casa dela, mas eles usaram o trabalho remoto ali só durante um período que estava um pouco mais crítico, vamos dizer assim. E agora eles já começaram a relaxar e o preocupante é que é grande essa organização, viu?!

E aí eles começaram a forçar que eles voltassem a trabalhar meio período no escritório e meio período de casa. E aí pô, não está resolvendo nada. Na minha opinião isso está piorando as coisas, porque está forçando o pessoal a ir ao escritório e depois fica um pouco em casa e aí coloca todo mundo em risco. Então tipo, se as empresas podem exercer a função do trabalho remoto, e principalmente o home office, que exerça ainda.

A gente ainda tem muita notícia que a gente está vendo lá na Europa de já voltando uma nova onda, a curva aumentando de novo. Então assim, quanto mais cuidado a gente puder, melhor nesse momento.

Ana Paula Xongani (Entrevistadora) – E agora acho que a gente pode juntar tudo isso: tanta possibilidade do home office, quanto de ampliar as possibilidades de trabalho para outras pessoas. Com o home office sendo uma realidade, que não precisa ser abandonada, mesmo pós-pandemia, a distância da casa para o escritório, pode deixar de ser um problema, o que aumenta a oportunidade de trabalho para outros trabalhadores.

Acho que vale a pena lembrar aqui que a maioria das empresas, geralmente estão localizadas, pensando na urbanização da cidade, todas muito perto e geralmente em áreas nobres. O que oferece para um grupo muito pequeno de pessoas, uma qualidade de vida muito maior do que a grande população daquela cidade.

Os principais afetados com isso, sem dúvida é a periferia, as pessoas da periferia, que tem que se deslocar até o centro, que chega nos seus trabalhos mais cansados e que se expõem muitas vezes ao vírus. Isso é nesse período de pandemia e uma série de outras coisas, pois a gente sabe como funciona o mercado de trabalho para as pessoas que estão na periferia.

Será que com essa nova realidade de pós-pandemia ou de pandemia, com a gente ali mais organizado com esse home office, é possível ter a utopia de ter uma cota para trabalhadores à distância, e que isso se torne uma realidade? E inclusive, não só uma realidade, mas uma possibilidade de ampliar empregos para mais pessoas?

Ricardo Moraes (Entrevistador) – Tem um item aí! Você falou em cota, não é? Quando fala em cota, as pessoas ficam todas desesperadas, com medo. Pensam: “ ai meu Deus, vou perder meu lugar”.

Ana Paula Xongani (Entrevistadora) – Mais uma cota, chega!

Ricardo Moraes (Entrevistador) – Mais uma cota, não é? Gente, eu vejo cota da seguinte forma: ou vai pelo amor ou vai pelo bolso.

Ana Paula Xongani (Entrevistadora) – Amo!

Ricardo Moraes (Entrevistador) – Porque é o seguinte... É verdade, se você é um executivo, diversidade é dinheiro.

Ana Paula Xongani (Entrevistadora) – Sim.

Ricardo Moraes (Entrevistador) – Se você não tiver uma visão social, que já eu acho um erro, deveria pensar como sociedade, a diversidade como algo bom, que vai trazer uma sociedade mais justa e melhor para todos. Eu acho que isso deveria ser o olhar, para mim essa é a natureza da diversidade: quando você coloca todo mundo em pé de igualdade, todo mundo podendo ter os mesmos acessos e ajudando aqueles que foram deixados para trás ao longo dos séculos. E se agora todo mundo passar a ter, vai ser muito melhor.

Renato Carvalho (Entrevistado) – Cara, me arrepiei! Porque realmente a gente pode quebrar muitas barreiras assim na vida das pessoas e principalmente quem está em desvantagem aí no mercado.

Por exemplo, para quem mora em periferia, com o trabalho remoto você consegue contratar pessoas de diferentes lugares e antes, quando a empresa tinha sede no grande centro de São Paulo, ela só podia contratar pessoas ao redor de lá. E quando a gente quebra isso, ela quebra todas as barreiras.

Assim pode contratar pessoas de qualquer lugar do Brasil e trabalhar com pessoas realmente de todos os lugares. Pode ser da periferia, lá do interior do Rio, periferia de Fortaleza.... Na nossa própria empresa, a gente trabalhou com pessoas de vários lugares do Brasil e ainda trabalha. Isso é sensacional.

Então é bom para que a gente possa expandir a diversidade dentro da empresa e no final das contas é bom também para a empresa, porque ela expande até as possibilidades de clientes. Tudo isso traz também um conhecimento dessas pessoas, da diversidade muito maior para dentro da empresa.

E é bom para as pessoas também, porque assim, quem mora na periferia, vai começar a ter mais oportunidades. Quem mora na periferia e às vezes teve uma oportunidade de aprender o inglês.... Já tem vários projetos que levam o ensino do inglês e de outras habilidades para o pessoal na periferia. Assim vão conseguir quebrar barreiras e às vezes trabalhar com alguém de fora do país ou empresa fora do país.

Então assim, é um universo que a gente vai aos pouquinhos e é um trabalho ainda muito grande a ser feito, mas aos pouquinhos essas barreiras vão ser quebradas. Então quem está em qualquer lugar, vai poder trabalhar com outras pessoas de qualquer lugar. Seja no Brasil, ou seja, até fora. Quando a gente começar a trazer mais educação e o inglês para mais pessoas aqui. Aí pronto, as possibilidades vão ser inúmeras.

Ana Paula Xongani (Entrevistadora) – Agora vamos para o nosso quadro Manda o Papo. Hoje a gente vai ouvir pessoas que fizeram entrevista durante a pandemia, mas antes, roda a vinheta!

Igor Sousa (Ouvinte do Trampapo) – Oi! Eu sou Igor Sousa e eu sou da área de TI. Eu estou com uma dúvida em relação a entrevistas on-line. Eu fui fazer uma entrevista, me arrumei, deixei todos os equipamentos e programas prontos. Só que na hora da entrevista a minha internet caiu devido a uma falta de energia no bairro.

Ao contatar a companhia, eu descobri que a energia só voltaria às 10h da noite. Na mesma hora eu mandei mensagem para a recrutadora, ela desmarcou e não me ligou mais. Eu acho que ela pensou que eu estava mentindo. A minha pergunta é: como passar confiança e mostrar interesse nesse momento? E como lidar com o fato de que as pessoas não sabem o que está ocorrendo à nossa volta? E se no caso de rolar a entrevista, como eu começaria a comunicação corporal, que fica prejudicada nesse tipo de entrevista?

Ricardo Morais (Entrevistador) – Gente, essa é uma pergunta bem difícil. Porque primeiro, é uma pena quando ele fala “poxa, estou ali, me preparei todo para participar da entrevista, deu um problema técnico, que independe do que eu queria, acabou a energia no bairro. Por mais que eu avise, a recrutadora parece que achou que eu menti”. Não, não é o caso, colega. Ela não achou que você mentiu, o problema é que como tem tanta gente procurando emprego hoje, e dependendo da carreira, tem centenas de pessoas procurando, ela vai para o próximo. E aí o próximo pode ter um currículo tão adequado quanto o seu e ele pegou.

É um acaso, é uma pena, mas isso acontece. A gente vê muito no nosso mercado, de classificados de empregos, as pessoas falarem: “ah, mas eu me inscrevi para a vaga e ninguém nem me respondeu”. Acontece, porque tem muita gente e infelizmente é assim.

Então por isso que a melhor forma que você tem quando vai fazer uma entrevista on-line é tentar garantir ao máximo pelo menos uma boa conexão e mais uma forma extra. Pode ser até um celular, se você tiver um celular com 3g, deixa ali do lado pronto para fazer via celular.

Ai se acontecer de novo, fala assim: “olha, caiu aqui a conexão da minha internet, vamos fazer via celular”. Se não dá para fazer por vídeo, telefona, não tem o menor problema. Fala: “olha, a gente pode fazer por voz? Só um telefonema, porque eu estou sem internet”. Isso é muito prático e o recrutador vai entender.

Agora, se você não conseguir falar e perder essa brecha, muito provavelmente a próxima pessoa vai conseguir e você ficou para trás. Isso acontece. Outro ponto que diz ali é: poxa, como é que eu faço com a expressão corporal, uma vez que eu não estou na frente literalmente do recrutador? Tem algumas dicas não ficar se movimentando demais a cadeira, não ficar balançando, olhar bem claramente para a câmera.

Você pode demonstrar um sorriso e isso é muito importante. Obviamente nunca entre numa conversa de entrevista sem câmera e se tiver que ser sem vídeo, então seja por telefone. Mas tente aparecer, se você tiver. Se não tiver, diga que vai ser por telefone porque está sem vídeo, sua câmera quebrou...

Tem uma dica que é muito antiga de quem é de call center: coloca um espelho na sua frente e fica se olhando falando. Quando você se ver falando, você enxerga se você está falando com um rosto mais fechado, sua voz fica mais fechada. Se você fala, se você fala sorrindo... A pessoa do outro lado interpreta tudo isso.

Essa é uma técnica de call center bem antiga e é super comum para ser feita. Então é legal quando você se vê falando e ai você entende como a pessoa pode estar te ouvindo e te percebendo. E acho que você pode fazer mais perguntas para demostra interesse numa entrevista on-line, acho também legal mostrar que você quer entender sobre a empresa.

Por mais que a gente tenha gerado algumas vezes ansiedade por conta do desespero de conseguir um emprego rápido, é melhor você conseguir um emprego indo no lugar certo e garantir que aquela empresa também precisa de você. Ver que é o lugar e ambiente certo. Imagina, olha o super esforço. Procurar um trabalho já é um trabalho! A gente sempre fala isso na Catho. Aí chega na empresa e a empresa não é legal com você, não é o ambiente que você queria, não tem a mesma cultura ou vê o mundo com os seus olhos. Você vai ter que sair de lá.

Imagina você ter que sair e explicar todo o processo. Então é legal quando você toma esse cuidado também. Eu acho que uma forma de você mostrar interesse nas entrevistas que são virtuais, é você fazer uma pesquisa sobre a empresa e perguntar bastante como funciona isso.

Você está me contratando e eu quero saber o que a outra pessoa fez para não estar nesse cargo. Tem mais alguém que queria estar ocupando esse cargo e mudaram de ideia? Como é que é meu chefe? Tente descobrir o máximo, fazer o máximo de perguntas. Isso já vale para o mundo numa entrevista normal. Mas quando você está fazendo ela virtualmente, perde esse contato e essa característica de quanto mais você demonstrar interesse em saber, é melhor.

Ana Paula Xongani (Entrevistadora) – E para encerrar esse papo, muita gente está usando esse termo “novo normal”. E a gente tem que parar para pensar: será que a gente quer de fato um novo normal? Será que o normal que a gente tinha era suficiente?

Eu gosto mais de pensar que em vez de um novo normal, a gente precisa ter um outro normal. E para pensar num outro normal, a gente tem que pensar é claro em diversidade real no trabalho. Trazer mais pessoas pretas, mais mulheres, mais pessoas LGBTQIA+, pessoas atípicas, como os PCD, gordos, ocupando bons cargos e espaços de lideranças com igualdade salarial.

Vocês acham que por mais dificuldades que essa pandemia tenha trazido, ela pode levantar um pouco mais a consciência de todos nós? Qual que é o maiot impacto positivo que essa pandemia está trazendo para a diversidade no mercado de trabalho? E o que é que vocês imaginam sobre o futuro?

Renato Carvalho (Entrevistado) – Adorei esse outro normal aí. Muito legal! E é isso, acho que essa pandemia, toda essa situação e as possibilidades do trabalho remoto estão quebrando as barreiras e vai quebrar realmente muita barreira em relação à inclusão, mesmo.

A gente pode trabalhar com mais e mais pessoas que não estão ali perto dos grandes centros. Então isso é uma coisa muito massa. Tem uma série de outras coisas que eu vejo mudando dentro das empresas, por exemplo, a parte de contratação.

Muitas empresas já estão pensando em como contratar sem ter viés de cor, então elas estão quebrando isso através da primeira etapa da aplicação e em algumas outras, estão sendo completamente transparente.

A gente não vê o sexo, não vê o gênero, não vê onde ela mora. A gente vê a apresentação dela e as habilidades. Então assim, estamos só no começo, mas eu já começo a ver e ter mais esperança que as coisas vão mudar de forma mais acelerada.

Esse é um exemplo que a gente mesmo já está começando a estruturar internamente, pois nós somos uma empresa pequenininha ainda, então tipo, a gente tem várias dessas preocupações. Mas também há preocupações de sobreviver e aí a gente está tentando sempre equilibrar.

Nós estamos trabalhando agora exatamente isso o que a gente viu, parcerias com uma outra empresa de referência com esse processo de contratação sem querer saber o gênero da pessoa e tal. É um experimento.

Tem outro lado, o da cota também que a gente já comentou. Então assim, a gente está sendo empurrado por essas transformações e eu acredito que vai acelerar transformações positivas para toda a sociedade. Eu estou vendo com bons olhos, apesar de todos os desafios que a gente está vivendo agora.

Ana Paula Xongani (Entrevistadora) – Eu também vejo com bons olhos, gosto sempre de dizer que consciência é um caminho sem volta. Quando você se torna consciente, é fazer ou não fazer. E torna escolha, não é?

E aí a gente pode responsabilizar as pessoas pelas suas escolhas. Então, acho que também trazer os debates à mesa, trazer os debates visíveis é sempre o primeiro passo para a transformação. Não dá para a gente lutar contra o inimigo que a gente não enxerga

Sem dúvida, a pandemia está transformando os nossos assuntos sociais em algo importante, trazendo eles para a arena pública e tornando esses assuntos visíveis. Isso serve para que a gente consiga fazer transformações de impacto, para que a gente consiga fazer as melhores escolhas para uma sociedade melhor.

E agora vamos para a nossa dica extracurricular. Aqui em todos os programas, a gente vai pedir uma recomendação para os nossos convidados e também nossa. Não é Rica? Pode ser uma palestra disponível na internet, um filme, uma série, um vídeo, uma leitura, o que vocês quiserem. Vamos lá! Primeiro você, Renato. Qual é sua dica de hoje?

Renato Carvalho (Entrevistado) – Bom, eu tenho duas dicas. A primeira dica é um documentário que a gente mesmo criou, um pequeno documentário de 10 minutos que fala sobre liberdade e propósito nas relações do trabalho. O nome dele é Remote First.

Na minha opinião ele ficou bem inspirador e traz de forma muito resumida essas possibilidades geradas dessas relações novas que chegando. Elas trazem para todo mundo. Então acesse remotefirst.com.br, é o endereço.

E por último, um livro que traz muitas reflexões em relação a como podemos criar novas oportunidades para nós mesmos. E ele se chama Trabalhe 4 Horas por Semana e é o livro do Timothy Ferriss.

Ele traz várias visões de como que a gente pode criar, de como a gente está falando, de como estamos vendo muitas pessoas se reinventarem e criarem seu próprio negócio. Mesmo que um negócio pequenininho, fazendo um cupcake, fazendo um bolo, criando eventos ali...

Ele traz visões que você pode ser o dono da sua vida e criar o seu negócio. Você também pode empreender dentro da sua própria empresa, da empresa que você trabalha. Então ele traz meio que essas duas visões e a visão também de que não é só dinheiro. É a vida, o tempo e a mobilidade fazem muito parte da qualidade de vida. Então duas dicas aí para o pessoal!

Ricardo Moraes (Entrevistador) – Do meu lado aqui, tem outras duas dicas. A primeira é nosso Blog de matérias da Catho, o Carreira e Sucesso. Acesse o blog via catho.com.br/carreira-sucesso.

O Carreira e Sucesso fala de carreira, traz informações trabalhistas, modelo de currículo e tem uma série de outras informações. E a outra dica é que procurar sobre Comunicação não violenta. Procura no Google, tem livro, tem texto, tem um monte de coisa. Tudo o que você achar on-line, leia sobre comunicação não violenta.

A gente falou muito sobre como as pessoas precisam se comunicar melhor, as ferramentas, como tira a ansiedade, como se sentir melhor.... Esse é um tema muito bacana pois você entende como se comunicar com as pessoas, como ter cuidados para falar com elas e cuidado até para ouvir melhor as pessoas.

Eu acho que nesse momento de pandemia, onde as relações ficaram distantes.... Até o colega colocou ali: “poxa, uma entrevista onde eu não apareço ou como eu faço com a comunicação corporal”. Entender um pouco mais sobre comunicação não violenta pode fazer você se sentir muito melhor e fazer as pessoas que vivem com você sentirem muito melhor. Essa é a minha dica!

Ana Paula Xongani (Entrevistadora) – Olha, as minhas dicas de hoje são bem clichês! Tem um novo documentário na Netflix que chama Distanciamento Social. Ele fala sobre diversas realidades e como que a pandemia interferiu na vida dessas pessoas. Foi um documentário produzido nesse período e vale à pena assistir.

E como eu já citei aqui nesse episódio também, quero indicar ou melhor, reforçar a indicação do livro da Ângela Davis: o livro Gênero, Raça e Classe. É para a gente pensar na diversidade, pensar na interseccionalidade que são fundamentais um momento de empregabilidade mais justo e um mundo melhor para todos nós.

E chegamos ao fim da nossa estreia dessa segunda temporada. Eu estou muito feliz! Foi um ótimo papo! Muito obrigada ao meu parceiro aqui dessa jornada, Ricardo e a você, o nosso primeiro convidado, Renato. Muito obrigada por vocês estarem aqui com a gente.

Renato Carvalho (Entrevistado) – Valeu demais!

Ricardo Moraes (Entrevistador) – Obrigado, Renato! Já amei quando a gente se conheceu pela história inteira do treinamento, ter ajudado a gente conseguir atravessar esse momento. Mas de novo, super obrigado pelas dicas. Você é sempre bem-vindo para conversar com a gente. Espero que você tenha sempre tempo para nós!

Renato Carvalho (Entrevistado) – Obrigadão, pelo convite. Eu que fico feliz de ter participado e aprendi muito ouvindo vocês. Com certeza vou levar muitas coisas novas daqui para frente e espero também que algumas coisas que eu trouxe possam servir para o pessoal que está na busca de novas oportunidades.

Ana Paula Xongani (Entrevistadora) – E eu convido vocês a nos acompanharem nas nossas redes sociais, é só procurar no Facebook e no Instagram por Trampapo, ou no nosso site: www.trampapo.com.br.

Lembrando vocês que agora o nosso programa é semanal! Toda segunda-feira a gente se encontra em todas as plataformas digitais para falarmos sobre tudo isso e muito mais. Até o próximo programa, um beijo e tchau!

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