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LGBTI+ e Mercado de Trabalho: o que você precisa saber para ajudar na inclusão e no acolhimento

14/05/2021DIVERSIDADE
LGBTI+ e Mercado de Trabalho: o que você precisa saber para ajudar na inclusão e no acolhimento

Por que aprender sobre a causa LGBTI+ para ser um profissional melhor?

Se você é ouvinte do Trampapo, você já sabe. Mas aos leitores que estão de passagem, precisamos explicar. Somos grandes defensores da diversidade no mercado de trabalho. Acreditamos que o olhar interseccional para a sociedade deve ser uma regra. Se queremos um país menos desigual, é necessário olhar para os recortes populacionais e ver quais são as pessoas que mais sofrem com o desemprego, quais ocupam os subempregos, quais têm os piores salários, quais estão na informalidade e também quem são os grupos privilegiados em posições de liderança nas empresas, nas presidências e com os melhores salários.

Ou seja, entender como funciona a estrutura de cargos e salários no mercado brasileiro é fundamental para nos fazer conhecedores das oportunidades e das falhas do mercado e para nos capacitar para promover ambientes de trabalho inclusivos e acolhedores. Hoje a diversidade vem, felizmente, ganhando espaço nas organizações por se provar necessária no combate a injustiças sociais e por propiciar pluralidade de ideias e visões que potencializam os resultados, lucros e inovações. Logo, ser um profissional, e principalmente uma pessoa, que valoriza as diferenças humanas e que se compromete com a diversidade é algo que passa a ser exigido pelas empresas que estão atentas a essa cultura.

Considerando tudo isso, agir intencionalmente para combater cada foco de exclusão e/ou marginalização é uma das estratégias de transformação social e do mercado de trabalho. Assim como fazemos aqui no Trampapo. Produzimos conteúdos que são fontes de informação que podem ajudar a educar uma parcela da população de trabalhadores. E se as empresas e o mercado de trabalho são feitos por pessoas, estamos tendo a oportunidade de contribuir com a modificação e evolução dele. Por meio da informação, acreditamos que as pessoas melhoram o mundo empresarial!

E finalmente, como olhar separadamente para cada grupo é necessário, não podíamos deixar de falar da comunidade LGBTI+. Conhecer o movimento LGBTI+ é importante para todas as pessoas interessadas em diversidade e inclusão, mas também para ser um colega, líder ou liderado, que ajuda a receber bem as pessoas LGBTI+ em seus ambientes de trabalho. Além da inclusão, o acolhimento após a chegada do novo colaborador é indispensável para proporcionar um ambiente seguro para a expressão, a liberdade, o aprendizado e o crescimento.

Portanto, abra-se para aumentar seu repertório sobre o assunto e ajudar a construir iniciativas que podem fazer a diferença para essa população nas organizações e na sociedade como um todo. Conhecendo mais sobre o movimento de luta por direitos, sobre os conceitos e motivações da causa, você será certamente um profissional que pode ajudar empresas a caminharem para um caminho mais inclusivo e diverso.

Movimento e Comunidade LGBTI+

Pra começar, nossa dica é: aprenda sobre o que se trata a comunidade. Poucas coisas transmitem mais descaso com a pauta do que falar a sigla errada ou minimizar a importância de alguma das letras. A luta LGBTI+ acredita justamente que não existe respeito pela metade. Você não pode achar que L (lésbicas) e G (gays) é algo válido, mas esquecer do restante dos grupos e nem se preocupar em saber do que se trata. Por isso, vamos conhecer alguns termos e conceitos:

Termos do Movimento LGBTI+

Sexo biológico ou designado: Quando nascemos, ou ainda durante a gestação, um gênero é atribuído a nós. Trata-se de um rótulo que diz respeito a um conjunto de características biológicas, informações cromossômicas, genitais, capacidades reprodutivas e características fisiológicas que recebemos ao nascer. A maioria das pessoas são classificadas como macho ou fêmea, mas também há combinações dos dois fatores que dizem respeito à intersexualidade

Identidade de gênero: Uma pessoa que é designada a um gênero quando nasce pode ter uma outra percepção internalizada sobre si. As pessoas podem se identificar com outros gêneros, sendo do gênero masculino ou feminino ou não-binário (pessoas cuja identidade de gênero não é masculina nem feminina). Sem amarras ao que foi imposto pelo sexo biológico no nascimento, nossa identidade de gênero trata-se do ser íntimo de cada um. É referente à compatibilidade da essência do indivíduo com o gênero e de como ele se sente

Expressão de gênero: Nós construímos uma expressão de gênero com base nas práticas discursivas verbais e não verbais. Podemos expressar o gênero feminino, masculino ou não-binário em sociedade por meio de gestos, atitudes, comportamentos, roupas e estilo

Transgênero e travesti: O T da sigla representa o termo Trans, que aborda as travestilidades e transgeneridades. Quando uma pessoa se identifica com o gênero oposto ao qual lhe foi atribuído no nascimento, ela faz parte desse grupo. As identidades trans incluem também as travestis, que são as pessoas que se identificam com o gênero feminino e se reconhecem travestis. Esse reconhecimento cabe à própria pessoa, podendo ter como motivação o peso político da luta das travestis ou por outros motivos.

Não-binário: Não necessariamente as pessoas precisam se identificar como machos ou fêmeas. Não-binária é a pessoa que pode não se identificar com nenhum dos dois gênero (homem-mulher), fluindo entre os dois ao perceber-se como parte de ambos, ou ainda pode se reconhecer com uma identidade dissociada destes, não acreditar e querer contestar a construção social dos gêneros

Cisgênero ou Cis - Homem Cis e Mulher Cis: A pessoa que se identifica com o gênero que lhe foi designado é a pessoa cis. O homem cis é o homem que se identifica como homem desde o seu nascimento e a mulher cis é a mulher que se identifica como mulher desde o nascimento.

Orientação sexual: A orientação sexual e afetiva de uma pessoa indica diz respeito à quais gêneros ou sexos ela sente atração

Homossexualidade: As pessoas que se sentem atraídas e/ou se relacionam com pessoas do mesmo gênero que elas são homossexuais.

Bissexualidade: As pessoas que se sentem atraídas e/ou se relacionam com pessoas de ambos os gêneros – homens e mulheres - são bissexuais

Heterossexualidade: As pessoas que se sentem atraídas e/ou se relacionam com pessoas do gênero oposto são heterossexuais

LGBTI+: Essa sigla integra lésbicas, gays, bissexuais, pessoas trans e intersexuais. Porém para abranger outras orientações, identidades e expressões de gênero, o símbolo + (mais) faz parte da sigla.

Lésbica: As mulheres, sejam elas cis ou trans, que se sentem atraídas e/ ou se relacionam com outras mulheres são lésbicas

Gay: Os homens, sejam eles cis ou trans, que se sentem atraídos e/ ou se relacionam com outros homens são gays

Assexualidade: As pessoas que não sentem atração sexual por outras são assexuais.

Pansexualidade: As pessoas que sentem atração e ou/ se relacionam por todas as pessoas são pansexuais

Luta da Comunidade LGBTI+ por direitos

O que é o movimento LGBTI? Em uma sociedade que padroniza comportamentos, pessoas, relacionamentos, vestimentas e tudo o que se pode imaginar, era de se esperar que um movimento que contestasse a estrutura de gênero, familiar, de matrimônio e de relacionamento fosse uma afronta. Essas estruturas fazem parte de um alicerce de como a sociedade funciona em um país como o Brasil. Mas não por isso deixou de existir luta e organização para buscar pelos direitos civis e sociais das pessoas LGBTI+. Apesar de não ser um movimento unificado, principalmente por trazer tantas diversidades, aqui e em outros países ele foi necessário para uma série de transformações e conquistas que ajudam a combater o preconceito, a intolerância, a violência e exclusão.

Historicamente, considerando tempos antigos e atuais e também vários lugares do mundo, a comunidade LGBTI+ é vítima de violações aos seus direitos e à humanidade. Em vários tempos e momentos os atos de violência eram promovidos pelos próprios códigos penais, que buscavam combater a homossexualidade. Fortes exemplos disso são fatos tristes como o genocídio da população LBGTI+ durante o avanço do nazismo, que levava essas pessoas aos centros de extermínio e de concentração; e os episódios, nesse mesmo regime alemão, onde médicos e psiquiatras submetiam as pessoas da comunidade a sessões de tortura, castração, choques, lobotomia, banhos de gelo e até mesmo estupros corretivos, tudo isso sob o pretexto de cura.

Mas não pense que isso era uma exclusividade dos ditadores. Nos Estados Unidos, país que sempre representou o progressismo, não faz tanto tempo que a homossexulidade foi descriminalizada. Apenas em 1972 a maioria dos estados começaram a modificar seus códigos penais, mas apenas em 2003 a lei foi 100% abolida. Ao redor do mundo, as relações homossexuais ainda são consideradas crime em 73 países, segundo dados recentes da associação internacional ILGA (International Lesbian, Gay, Bisexual, Trans and Intersex Association), que monitora as leis relacionadas ao tema desde 2005.

Entendendo esse conturbado histórico de opressão, extermínio, violência e abuso, é inevitável reconhecer que são necessárias medidas reparatórias e também para proteger a integridade da população. Por isso, as últimas décadas foram marcadas por lutas e conquistas de direitos. O Movimento LGBT brasileiro nasceu em um contexto de grande repressão e injustiça social: a Ditadura Militar, que foi de 1964 a 1985. O movimento surgiu com encontros e publicações que foram essenciais para o crescimento e o amadurecimento da pauta no Brasil.

Lutas e conquistas LGBTI+ no Brasil

Vamos conhecer alguns episódios fundamentais para o avanço de direitos e representatividade para as pessoas da comunidade LGBTI+.

Em 1978
surge o primeiro grupo de direitos LGBTI+, o Somos: Grupo de Afirmação Homossexual, surgiu com o objetivo de lutar pela causa da comunidade LGBT. Mas em geral era mais representada por homens gays.

No mesmo ano, o jornal Lampião da Esquina surgiu e tinha cunho abertamente homossexual, apesar de abordar também outras importantes questões sociais. Uma de suas principais ações era denunciar a violência contra a população LGBT.

Em 1980
Ocorreu o primeiro protesto da causa — contra a “Operação Limpeza” promovida pelo delegado José Richetti no centro de São Paulo. Nessas “higienizações sociais”, a polícia militar passava pelas áreas de frequência gay da República, no centro de São Paulo/SP e prendia por “vadiagem”. Homossexuais, travestis e prostitutas eram agredidos e violados. Até que grupos de homossexuais, movimentos negro e feminista, organizaram um protesto nas escadarias do Theatro Municipal de São Paulo em junho de 1980. Foi a primeira vez que se marchou contra a repressão e o preconceito lgbtfobico no Brasil ( antes de o termo existir).

Em 1983
As mulheres do Grupo Ação Lésbica Feminista (Galf) deram início a um protesto no Ferro’s Bar, em São Paulo, que ficou conhecido como “o pequeno Stonewall brasileiro”. No contexto da ditadura militar, ele era um dos principais pontos de encontro e discussão da pauta lésbica, até que houve denúncias à polícia por violações aos valores das famílias. Além disso, o Galf passou a produzir e a circular de forma independente o jornal “Chanacomchana”, focado no público lésbico entre 1981 e 1987 na capital paulista. Com isso, as ativistas invadiram o interior do Ferro’s e leram um manifesto lésbico contra a censura do bar, exigindo que a venda do jornal fosse permitida e que elas fossem respeitadas. Após o levante, o dono do Ferro’s Bar pediu desculpas às mulheres e permitiu a venda do “Chanacomchana” no local. Esse evento foi liderado por Rosely Roth, que morreu em 2003 e fixou a data no calendário como o Dia do Orgulho Lésbico - 19 de agosto. Em seus nove anos de existencia, o Grupo Ação Lésbica Feminista (Galf) foi fundamental para a criação dos dias da Visibilidade e do Orgulho Lésbico.

Em 1988
A Constituição de 1988. Artigo 3º objetivo fundamental da república: promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação. Esse registro deveria assegurar todos os direitos da comunidade LGBTI+ e demais grupos marginalizados.

Em 1990
17 de maio de 1990, data reconhecida como o Dia Mundial contra a LGBTfobia, marcou o dia em que a OMS (Organização Mundial da Saúde) cedeu à luta pela “despatologização” da homossexualidade. Essa foi uma campanha nacional para retirar a homossexualidade do código de doenças.

Em 1995
A categoria “T” foi incorporada à sigla que antes era comumente conhecida como GLS (Gays, Lésbicas e Simpatizantes).

Em 1997
Começa a história da maior Parada do Orgulho LGBTI+ do país, em São Paulo. A primeira Parada do Orgulho Gay reuniu mais de 2 mil pessoas contra a discriminação e a violência sofridas por gays, lésbicas e travestis. O objetivo era sensibilizar a sociedade para o convívio respeitoso com as diferenças, pressionando o Estado a garantir os direitos da comunidade homossexual. Organizações como o Grupo Gay da Bahia e o Grupo Atobá apontavam um número crescente de crimes contra a comunidade GLT. Na década de 1990, foram registrados 1.256 casos de assassinatos por homofobia. A edição de 2011 apresentou o maior número de participantes de sua história, tendo presentes estimados 4 milhões de pessoas. Ela é a maior edição do mundo.

A partir dos anos 2000
Com a popularização das redes virtuais houve um incremento significativo da pesquisa sobre sexualidade em várias áreas do conhecimento e o aumento do número de grupos em prol da diversidade sexual no interior das universidades e nas organizações. Houve também a ampliação da visibilidade social com o processo de segmentação de mercado. Surgimento de produtos e serviços específicos para o público LGBTI+ - oportunidade de negócio, intensificando a representatividade de pessoas públicas LGBTI+: artistas, políticos, atletas, publicidade.

Em 2008
O processo de resignação sexual, conhecido como mudança de sexo, começou a ser oferecido pela rede de saúde pública (SUS) em 2008, mas apenas em 2010 o processo cirúrgico passou a ser realmente realizado. No entanto, a espera ainda é longa, uma vez que pode levar mais de 20 anos para o procedimento ser feito.

Em 2011
Somente em 2011 o STF aprovou a união estável homoafetiva. A primeira tentativa de legalizar essa união civil no país foi o projeto de lei 1151 da deputada Marta Suplicy, em 1995. Mas a Justiça aprovou a união apenas em 2011.

Em 2013
O casamento foi aprovado pelo Conselho Nacional de Justiça com uma resolução que obriga cartórios a realizar a união entre pessoas do mesmo gênero. Hoje, não há no país uma lei específica sobre o tema. O casamento é legal, mas o que garante os casamentos e uniões estáveis entre pessoas do mesmo gênero é a jurisprudência.

A adoção, que é gerida na legislação que protege a criança e o adolescente, passou a ser permitida pois em nenhum momento o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) cita que o gênero dos cônjuges para adoção afetaria a formação do adotado. Entretanto, só poderia ser concedida a adoção a casais em matrimônio ou se comprovada a unidade segura, ou seja, após a aceitação jurídica de casamento ou união estável de pessoas do mesmo gênero.

Em 2018
A alteração do nome no registro civil foi conquistada após mais de 40 anos de luta da comunidade.. Esse direito é uma enorme conquista para as pessoas transexuais. Finalmente, em 2018, começou a ser aceito a alteração do nome social para as pessoas transexuais e travestis. No judiciário, recentemente foi autorizado pelo STF a alteração do nome no registro civil sem a necessidade de cirurgia de mudança de fenótipo (tópico citado acima), assim, é possível fazer a alteração e incluir o novo nome nos documentos pessoais enfrentando menos burocracia.

Em 2019
STF decide que a discriminação por orientação sexual e identidade de gênero passa a ser considerada um crime. A homofobia e a transfobia não estavam na legislação penal brasileira, ao contrário de outros tipos de preconceito, o que indicava omissão diante das violências sofridas por esse grupo.

Em 2020
A doação de sangue por homossexuais só foi permitida no dia 8 de maio de 2020.

Em 2021
Somente neste ano a primeira mulher travesti conseguiu finalizar o processo de adoção no Brasil. Alexya Salvador adotou três filhos – dois deles são crianças trans.

Atualmente a Diversidade está sendo vista como um diferencial estratégico nas organizações. Sobretudo a partir de 2010 cada vez mais as entidades LGBTI+ adentraram o mercado empresarial e de trabalho, emergindo novas frentes de integração e de cooptação. Essa proximidade maior com movimentos e organizações que trazem a agenda LGBTI+ faz com que empresas busquem atender as necessidades desse público tanto em seus produtos, serviços e atendimentos como também internamente, trazendo a comunidade para o quadro de colaboradores para incluir o grupo e agregar suas ideias.

Faça parte do movimento pela causa LGBTI+

Ser uma pessoa aliada ao movimento é ser alguém que compreende a dimensão dos valores e dos problemas da comunidade. Alguém que se engaja com a causa por saber que é uma questão de salvar vidas e propiciar mais saúde mental para as pessoas LGBTI+. Mesmo que você não seja da comunidade nem ame alguém que seja, busque apoiar e respeitar independentemente do gênero, orientação sexual, identidade de gênero ou expressão de gênero. Mas para respeitar, é preciso conhecer. É preciso estudar, saber quais são os direitos que ainda não foram conquistados, saber quais são os direitos que não estão sendo respeitados, é preciso conhecer as estatísticas sobre as pessoas LBGTI no quesito emprego, saúde, violência. É necessário conhecer referências que te ensinem e te mostrem a naturalidade que mora na diferença. Quem não pertence a esse grupo precisa se sentir responsável pela opressão e intencionalmente se movimentar para aprender e ensinar os outros, educar filhos sem preconceitos, contratar pessoas sem fazer distinções por preconceito e tudo isso! Não se cale diante de uma piada LGBTfobica. Não ache que xingar alguém de ‘veado’, ‘gay’, ‘traveco’, ‘sapatão, ‘maria-homem’ é algo inocente. O primeiro passo para não ofender é por meio da informação.

Vem saber mais! PODCAST 🎧

#30 Demitindo a LGBTfobia
Mesmo com muitos avanços, ainda é visível no mercado de trabalho a rejeição das pessoas que não seguem o "padrão" de sexualidade ou identidade de gênero. Se você nunca sentiu que precisava fingir ser outra pessoa, esconder alguns fatos da sua vida ou mudar sua aparência para conseguir um emprego, esse episódio é pra você. É pra você aprender sobre a realidade dos outros e sobre as desigualdades. Mas esse Trampapo é pra você também que sentiu que para conseguir emprego ou uma promoção era necessário se esconder. É pra refletir sobre a comunidade LGBTQIAP+ e como a discriminação ainda está presente nas empresas e deixando de fora profissionais taletosos. Para isso, contamos com a ajuda de Leticia Sayuri, consultora de diversidade do banco Santander e cofundadora da Rede de Mulheres LBQT+, e também recebemos Louie Ponto, criadora de conteúdo e mestra em literatura na linha de crítica feminista e estudo de gênero. Quer fazer parte desse papo? Aperte o play!

Louie Ponto

Louie Ponto | @pontolouie
é atualmente uma das principais referências de criadores de conteúdo nas redes brasileiras com foco na comunidade LGBTI+. Aos 29 anos ela conta com mais de 668 mil inscritos em seu canal no Youtube, onde propõe conversas sobre feminismo, sexualidade, identidade de gênero, comportamento, vegetarianismo, saúde mental e outros temas importantes. Ela é formada em Letras e tem um mestrado em Literatura na linha de crítica feminista e estudo de gênero.

Em sua passagem pelo Trampapo, no quadro #DicaExtracurricular, a Louie indicou dois perfis que contribui para a pauta LGBTQ+ e para inclusão, são eles:

@Indigenaslgbtq e @lorenaeltzz
Segundo Louie, são conteúdos didáticos e de vivências pessoais dos próprios influenciadores. Louie completou sua fala com uma sugestão geral para todos: “Conheçam pessoas LGBT+, conheçam nossas histórias, nossos trabalhos, nossa arte. Escutem o que nós temos a dizer, nossa música, leiam o que estamos escrevendo. A gente cresce, a gente se sensibiliza e evoluímos como seres humanos e enquanto sociedade quando conhecemos pessoas com vivências diferentes. A diversidade é bonita, sobretudo importante para gente e para o desenvolvimento do mundo.”

Letícia Sayuri

Letícia Sayuri
é Especialista em Diversidade & Inclusão e Pesquisadora em Gênero, Feminismo e Estudos LGBTI+. Atua no Banco Santander há mais de 5 anos e por lá exerce consultoria de diversidade, inclusão e engajamento. Foi uma das responsáveis por fundar a Academia Santander e pela implementação do Posicionamento de Diversidade do Santander. Com seu trabalho, o banco foi reconhecido 4 vezes consecutivas como uma das melhores empresas para a mulher trabalhar, pela GPTW Brasil, e como a Empresa mais diversa da Indústria Financeira, pelo Guia Exame de Diversidade 2020. Além disso, é cofundadora da Rede Brasileira de Mulheres LBTQ+, que propõe visibilidade, networking e inclusão no trabalho. Tem formação em Administração de Empresas e MBA em Inovação, Conhecimento e Tecnologia pela FIA, onde seu tema do trabalho de conclusão de curso foi ‘Educação Corporativa e Cultura de Inovação: como a educação corporativa apoia a difusão da cultura de inovação’.

Em sua passagem pelo Trampapo ela deixou uma #DicaExtracurricular:

A sua indicação foi o projeto onde é cofundadora, @mulhereslbtq - Rede Brasileira de Mulheres LBTQ+.
Segundo Letícia, o projeto foi criado em 2019, com o objetivo de conectar mulheres que estão dentro desse espectro, mas não estão sendo ouvidas e não têm espaço dentro da pauta LGBT+. Falam de oportunidades de trabalho, Network, indicação de vagas, articulação política, oportunidades de negócios e acolhimento.

Nosso querido apresentador, Ricardo Morais, também não ficou de fora! Suas indicações são:

Livro: Guardei no armário: a experiência de um jovem homossexual negro e ex-evangélico na sétima maior cidade do mundo, por Samuel Gomes

Segundo Ricardo, o livro conta a história e vivência na luta por igualdade racial, social, sexual e de gênero. Relato de um jovem nascido na em uma periferia de São Paulo que superou o racismo e a homofobia em prol dos próprios direitos e os de outras pessoas.

Blog Carreira & Sucesso da Catho
Ricardo também indicou o blog da Catho, que conta com vários conteúdos sobre carreira, como começar no mercado, com diversos colunistas. É uma boa pedida para conseguir adquirir conhecimentos sobre o âmbito profissional. Pra ele, é importante para “prender a como dar o primeiro passo para se colocar em um lugar assim como o da Letícia, de mudar o mundo com uma grande corporação e, da mesma forma como a Louie, que como criadora de conteúdo possui o poder de falar com todos os públicos e fazer com que todas as pessoas tenham acesso”.

Além disso, Ricardo também faz questão de indicar os perfis de nossas convidadas, então segue as dicas: Louie Ponto e Leticia Sayuri

Além disso, Ana Paula Xongani, nossa brilhantíssima apresentadora também deu suas dicas:

Livro: Como ser um líder inclusivo - Liliane Rocha
Segundo Xongani, vale muito a pena para quem está pensando em liderança.

Ela também indicou o perfil, TransPreta, ressaltando que possui conteúdos de vivências enquanto mulher trans e preta, fala sobre cinema (audiovisual), além de ser um perfil inspirador e uma ótima referência para fazer uma intersessualidade dentro dessa pauta.

Xongani fechou suas dicas com um super vídeo onde ela ensina o significado das letras LGBT+ a sua filha.

Segundo ela, foi o vídeo mais visto de sua carreira, alcançou mais de 2 milhões de views e ainda completou que era sua meta ser marcada profissionalmente pelas suas construções e não só pelas suas dores. Assista aqui: https://www.instagram.com/tv/CB_Dsd8DjTF/

Beijos, da equipe Trampapo <3
Até a próxima!

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