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Seu comportamento vai te levar à demissão ou ao crescimento?

02/04/2021MERCADO DE TRABALHO
Seu comportamento vai te levar à demissão ou ao crescimento?

A vida do proletariado não é fácil. E no mundo corporativo, para não ser apenas um “sobrevivente”, é preciso ter uma boa competitividade. Do contrário, as experiências profissionais podem se resumir a ocupações temporárias que não proporcionam de verdade o crescimento da carreira.

Uma carreira bem desenvolvida nunca para de se desenvolver. Um profissional bem sucedido é aquele que está em constante aprendizado porque entende que, de tempos em tempos, as necessidades das empresas e do mercado mudam e, por consequência, as habilidades que os profissionais devem ter também se alteram. Considerando isso, os profissionais que ainda não despertaram para essa exigência são sobreviventes. Eles conseguem adentrar as empresas, entregar as tarefas previstas, ter boas relações interpessoais e, algumas vezes, obter bons reconhecimentos dos colegas, líderes e também reconhecimentos remunerados. Mas o padrão mediano é sobreviver. É trabalhar para pagar as contas e apenas isso. É deixar de lado a chance de extrair o melhor de si e dar o melhor de si e, assim, apenas sobreviver apesar da dificuldade que é levantar cedo para ir ao trabalho, apesar de não gostar do trabalho que realiza, apesar de detestar o próprio ambiente de trabalho, de não se identificar com o que você faz com as aquelas pessoas 08 horas por dia. Nada disso ultrapassa a linha do sobreviver no mercado corporativo. E o que separa a realidade de quem apenas sobrevive para a de quem protagoniza a própria vida profissional é o comportamento. As pessoas que protagonizam suas vidas profissionais encontram meios de ter prazer em suas atividades profissionais, usam suas personalidades e qualidades naturais para ter bons resultados, gerar negócios, parcerias, indicações e também para ter um trabalho propositivo. E por isso, elas ficam sempre longe das listas de demissões e no alvo dos líderes e recrutadores.

Você quer sobreviver ou crescer no mercado de trabalho?

Já deu pra entender que um dos caminhos disponíveis é ter um trabalho que pague as contas e que o outro é ter uma carreira. E se você está em um caminho e quer mudar para o outro, mais promissor e satisfatório, você vai precisar se atentar aos seus comportamentos e passar por significativas mudanças de hábitos.
Se pra você, falando do mundo corporativo principalmente, ter uma carreira bem sucedida é alcançar cargos e salários altos, trabalhar em empresas famosas ou inovadoras, liderar pessoas, não ficar desempregado e ter constantes oportunidades de trabalho, seja na empresa atual ou em outras, você tem que entender que as habilidades técnicas serão fundamentais, mas as competências comportamentais e emocionais não são menos importantes. Enriquecer seu intelecto é sua obrigação se essa carreira bem sucedida é o que você almeja. Mas você só fará isso se você tiver um comportamento que possibilite tal aprendizado e enriquecimento.

As empresas e os líderes não valorizam o comportamento só porque é bonito ter bom comportamento, mas sim porque é ele que permite soluções para situações das mais diferentes naturezas. O encontro de novas ideias, produtos, formas diferentes e recentes de fazer as coisas só pode acontecer se quem idealiza tiver conhecimento suficiente e atualizado para fazer assim. Para solucionar conflitos, por exemplo, as pessoas precisam ter habilidades como empatia e compreensão, e surpreendentemente essas são habilidades por vezes raras nos ambientes corporativos. Para garantir o atingimento de metas, o controle de gastos, as operações, prazos e processos, são necessárias qualidades como organização, constante atualização de conhecimentos, inovação, capacidade de gerenciamento de pessoas, e por aí vai. O comportamento é desejável pois é por meio dele que se alcança o resultado palpável e o conhecimento.

Sendo assim, vamos para as dicas práticas de como evitar demissões e reverter o “simples emprego” em uma oportunidade de desenvolvimento da sua carreira.

Quais motivos mais levam as pessoas à demissão?

Mau desempenho
Pense comigo: se você foi convidado para a entrevista com base no seu currículo, que tinha lá as informações técnicas sobre você, significa que essa primeira etapa você já passou, certo? Você já atendeu aos requisitos colocados e foi convidado a participar da entrevista. Depois, você foi contratado. Ou seja, as pessoas que te admitiram concordam que você tem os conhecimentos necessários para executar o trabalho em questão., tem os cursos que precisa ter, as certificações estão em dia e suas experiências têm relação com o que vai fazer no trabalho. A partir daí, do primeiro dia de trabalho em diante, o que passa a valer é o seu comportamento. É o modo como você apresenta suas ideias, organiza suas tarefas, atende aos pedidos, se relaciona com os parceiros de trabalho… Logo, se você conhece tudo tecnicamente, suas falhas podem ser, por exemplo, não continuar se qualificando sobre os temas que lhe competem, não buscar inovar, não atender aos prazos, não ter comprometimento… Percebe como sempre, mesmo quando o motivo da demissão é o baixo desempenho, o problema está no comportamento e não na sua capacidade? Há um jargão forte nas empresas que diz que admite-se pelas competências e demite-se pelo comportamento. E é perfeitamente aplicável aqui.

Mau relacionamento
Os aspectos comportamentais geram reflexos positivos e negativos nas equipes. Algumas atitudes são fundamentais para o convívio, entre elas destacam-se o equilíbrio emocional, comunicação clara e direta, perguntar, ser amigável e solícito, solucionar rapidamente dúvidas e problemas, evitar o mau humor e a antipatia, por exemplo. As relações interpessoais são muitas vezes um termômetro de como vão as entregas da equipe, do seu potencial de inovação, de otimização e sinergia. Se os membros da equipe atuam separadamente ou competitivamente o resultado é comprometido e os líderes levam a falta de habilidade de resolver essas questões em conta na hora de decidir por uma demissão ou não.

Atrasos e faltas
Outro fator óbvio que causa demissões é o volume de faltas dos funcionários. Os gestores entendem que imprevistos acontecem e todos têm problemas pessoais que nem sempre podem ser resolvidos fora do horário de trabalho, mas existe um limite. Para que o trabalho seja desenvolvido com fluidez, os funcionários precisam estar presentes, sem prejudicar o trabalho em equipe. Os profissionais que não atentam a esse comprometimento passam a mensagem de serem irresponsáveis e esse comportamento vai te levar a perder alguns empregos.

Motivos que levam à promoção do emprego

Bom desempenho
Não despropositadamente, listamos qualidades que levam à promoção que são exatamente os antônimos das características negativas que levam à demissão. Porque ao mesmo tempo que o comportamento pode afundar alguém, ele também é o responsável por enaltecer e elevar as pessoas bem sucedidas. Então, ao contrário do mau desempenho, para ter promoções e subir o nível de hierarquia, você precisa ter boas entregas, bons resultados e um alto desempenho. Se você tiver em seu comportamento uma postura proativa, curiosa, autodidata, interessada em aprender e buscar soluções inteligentes, você vai alcançar resultados acima dos esperados pela organização e ser notado como um profissional em destaque.

Bom relacionamento
O relacionamento na vida profissional é inseparável da necessidade de trabalhar. Mesmo nas profissões mais solitárias, é preciso interagir e será por meio das interações sociais que você vai moldar suas oportunidades futuras. Sejam elas oportunidades de negócios, ao construir relacionamentos que lá na frente podem gerar uma proposta de trabalho, venda ou parceria, sejam oportunidades de aprendizado, ao ter que se relacionar com os outros para aprender, sejam também as oportunidades sociais, afinal, o trabalho representa um grande papel na vida de todo mundo e ter pessoas com quem trocar e nos relacionar é essencial para ter mais alegria e leveza.

Comprometimento
Quem não gosta de olhar pra uma pessoa e ver aquela carinha de que é “alguém que dá pra confiar”? É uma sensação incrível quando isso acontece na nossa vida pessoal mas também na vida profissional. Quem tem “senso de dono” no trabalho, que é a preocupação genuína com os resultados que serão alcançados fica muito contente quando encontra outros profissionais que vão vestir a camisa da empresa junto, que vão se comprometer a fazer, botar pra acontecer, aprender se for preciso e dar o melhor de si. Essas pessoas que demonstram comprometimento são tidas pelas outras como uma opção certeira de que tudo vai ser feito dentro dos conformes, com qualidade e no prazo. Elas não têm atrasos e faltas injustificadas e mesmo quando não sabem a solução certa para um problema, elas se comprometem a tentar descobrir. E isso as levam para altos níveis de avaliação e empregabilidade.

Vem saber mais! PODCAST 🎧
#24 Como ser um profissional de Alta performance
O mercado de trabalho mudou rapidamente e as qualidades que as empresas mais valorizam também mudaram. Quais são as características dos profissionais de alta performance, que conseguem promoções e propostas de trabalho com frequência? No EP #24, Ana Paula Xongani recebeu Lisiane Lemos, gerente de desenvolvimento de negócios, advogada, professora de MBA e conselheira; e Priscylla Haddad, gerente de desenvolvimento organizacional, talento e cultura na Coca-Cola FEMSA; que compartilharam suas histórias de erros e acertos, deram dicas de como se qualificar gratuitamente e alcançar melhores resultados de forma saudável, sem ultrapassar os limites do corpo e da mente. Elas contaram também que estar atento ao que acontece no mundo e aberto para desaprender e aprender é uma regra. Quer saber mais?
Veja as dicas de conteúdos que as participantes deixaram:

Lisiane Lemos

Lisiane Lemos | @lisianelemos Ela é líder de vendas com experiência em growth marketing e transformação digital, professora de MBA em Big Data, advogada, digital influencer, entre outras coisas. No Google, entrou como Gerente de Novos Negócios e hoje é Gerente de Parceiros, focando as atividades em ações estratégicas e escaláveis com resultados de curto prazo, mas sustentáveis. Na Microsoft, trabalhou na liderança de vendas disruptivas. Seu aprendizado sobre liderança foi complementado através de trabalhos voluntarios, co-fundando a Rede de Profissionais Negros, um coletivo que possui 15 mil membros, co-liderarando o Comitê de Igualdade Racial do Grupo Mulheres do Brasil, que hoje conta com 70 mil mulheres e, durante a pandemia, criou o Conselheira 101, para inclusão de mulheres negras em conselhos de administração. Por esta trajetória, ingressou no conselho consultivo do Fundo de Populações da ONU (UNFPA) e representou o Brasil em eventos como o Fórum Mundial da Juventude (WYF 2017). Também foi reconhecida pela Revista Forbes e MIPAD onu como uma das pessoas mais influentes no Brasil e no mundo. Suas dicas extras no EP#24 foram:

TED Business | Podcast
“Esse TEDx é liderado por uma africana, que é professora de Columbia, chamada Modupe Akinola. E o meu episódio favorito, eu gosto muito de esportistas, é o do Russell Wilson, que para mim número 1, ele é um investidor de Super Bowl, e ele fala sobre treinamento, o episódio chama Treine você mesmo para brilhar sob estresse. Porque um profissional de alta performance está constantemente sob estresse e isso é muito importante.”

Martha Gabriel | Pessoa referência
“Eu gosto muito de assinar newsletters e seguir profissionais de inovação. Então acho que no Brasil, a Martha Gabriel é uma super referência e eu gosto de seguir no Instagram.”

Garra: O Poder da Paixão e da Perseverança, livro por Angela Duckworth
“É de uma pesquisadora americana, que diz que não são os mais inteligentes que vencem, são os mais persistentes. E que persistência é um músculo que pode ser adquirido e treinado. Então acho que a dica é para mostrar assim, ‘eu não sou mais inteligente ou sou mais rica, mas eu venço na força da raiva’. São as dicas para hoje, e escutar o Trampapo sempre.”

Priscylla Haddad

Priscylla Haddad Tem 24 anos de experiência na área de Recursos Humanos em empresas líderes no segmento do negócio (Química & Agro, Bens de Consumo e Alimentos & Bebidas), exercendo liderança de pessoas, motivando e engajando-as. Tem vivência em processos de transformação digital, reestruturação e construção de startups no Brasil e em outros países da América Latina. Trabalha atualmente na Coca-Cola FEMSA como Gerente Desenvolvimento Organizacional, Talento e Cultura, mas já passou também pela Nestlé, nas funções de Gerente Sênior Corporativo de Recursos Humanos, Gerente Internacional Sênior de RH Américas / Nespresso Suíça e Gerente de RH América Latina / Nespresso.
Sua dica extra no EP #24 foi:

Descubra seus Pontos Fortes
“Muitas vezes a gente fica: preciso desenvolver aquilo que eu não sou boa, tenho uma deficiência aqui, eu preciso aprender. E cara, você saber aquilo que você é bom é, aquilo que pode te levar para cima. Você tem que reconhecer e conhecer aquilo que você é bom também. Então esse Descubra seus Pontos Fortes, é muito bacana.”

Ana Paula Xongani: Nossa host também deixou suas dicas:

Trampapo | EP #20 Mulheres na tecnologia: you code girl!
“Minha dica de hoje vai ser o episódio que é o preferido inclusive da minha mãe, mas eu acho que tem a ver com a gente também, porque é mulheres, nós, na tecnologia. E é um dos episódios preferidos até hoje dessa jornada que a gente está fazendo no Trampapo.”

A Coragem de ser Imperfeito, livro por Brené Brown
“Muita gente está indicando esse livro, esse livro é muito legal, mas faz muito sentido para você que quer empreender, para você que está pensando num mundo corporativo, e principalmente para você que quer aprender a contar bem a sua própria história.”

Beijos, da equipe Trampapo <3
Até a próxima!

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